Quando fazemos uma faculdade de Engenharia Florestal ou Ambiental dificilmente pensamos em ser funcionários públicos após formados. Creio que isso aconteça devido à própria formação acadêmica que nos direciona para um mercado, digamos, particular ou empresarial.

Lembro-me muito bem do meu primeiro ano de faculdade (lá em 2004!)onde as opções que me foram apresentadas eram:

  • trabalhar em empresas florestais na área de silvicultura, celulose, painéis etc...;
  • trabalhar em empresas do ramo de manejo florestal;
  • trabalhar como profissional autônomo prestando consultoria também nas áreas já citadas ou ainda realizando licenciamento ambiental;
  • e uma outra opção era seguir na área acadêmica fazendo um mestrado e um doutorado.

Mas, e o Serviço Público? Bom, naquela época ninguém falava nada.

Recém-formados, nos vemos à deriva num mercado de trabalho que forma aproximadamente 2.000 profissionais por ano em suas 73 escolas espalhadas pelo Brasil afora. A partir deste momento, quando abre um novo concurso público, é que nos damos conta que esta pode ser uma opção interessante, que até então não dávamos tanta importância.  Esta também vira uma opção após uma demissão, caso a recolocação não esteja tão fácil no momento.

Acadêmicos do curso de Direito, em muitos casos, ainda durante a faculdade, planejam e se preparam para serem funcionários públicos. Sonham em ser defensores públicos, procuradores da república, promotores de justiça, delegados e juízes. Em nossa área florestal esta cultura ainda não existe. Nunca ouvi alguém dizendo: "quando me formar serei analista ambiental, perito florestal ou consultor legislativo..."

Isso, contudo, soa para mim como uma oportunidade para aqueles que se dedicam um pouco mais em passar em um concurso público. Ora, se não temos tradição em prestar concursos, naturalmente o nível dos candidatos, em média, é mais baixo, facilitando um pouco as coisas para aqueles que decidem se especializar em prestar as provas.

Se você chegou até aqui, saiba que já está trilhando este caminho. Ao buscar informações especializadas, estar bem informado sobre o que acontece no mundo dos concursos, já está a um passo à frente de seus concorrentes. 

Pelos resultados que vemos as bancas divulgarem após grandes concursos, percebe-se que cerca de 80% dos candidatos não sabem a mínima aonde estão se metendo. Isto é triste, mas é a realidade. Eu os chamo de pagadores de inscrição.

Destes pagadores de inscrição, cerca de 30% nem aparecem no dia da prova. Uma estimativa é que a concorrência real se reduz para cerca de 10%. Ou seja, se um concurso tem 1000 inscritos, apenas 100 realmente tem reais condições de brigar por aquelas poucas vagas. Somente essa galera, que eu chamo de elite, é que realmente sabe aonde está pisando.

A elite estuda com planejamento, organização, foco no edital. Adquire materiais de boa procedência e investe pesado em preparação.

A grande verdade é que na hora da prova, o grande concorrente é você mesmo. E isso não é balela. Você chega neste dia com milhares de questões respondidas, centenas de tópicos estudados e páginas lidas, mapas mentais elaborados. A concorrência, na real, é você contra sua memória. Quem tiver o HD maior, passa.


Um forte abraço,

Marcus Costa

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